Casos de homicídio e roubo de carga aumentam em Indaiatuba (SP)

De janeiro a maio de 2018, Indaiatuba registrou aumento nos casos de homicídio, estupro e roubo de carga, quando comparado ao mesmo período de 2017, de acordo com dados da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

De 2017 para 2018, os casos de estupro subiram de 32 para 34, representando uma variação de 6,25%. Os de homicídios, ocorreu apenas um no ano passado contra 4 neste ano, uma elevação de 400%. Já o roubo de cargas, aconteceu apenas um neste ano, e nenhum em 2017.

Em uma análise dos índices das 5 maiores cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) – Campinas, Indaiatuba, Hortolândia, Sumaré e Americana – dois índices aumentaram, estupro e roubo de cargas, e o número de homicídios diminuiu.

As 5 cidades registraram 225 casos de estupro em 2018. Em 2017, foram 202 casos registrados. Os roubos de carga, foram relatados 185 em 2017, contra 199, uma alta de 7,57%. Já os homicídios, foram 120 em 2017, e decaíram para 88 casos em 2018, acarretando uma baixa de 30,7%.

Embora tenha registrado aumento nos três índices, a cidade ficou com o menor número de casos em dois dos índices (homicídio e roubo de carga) entre as 5 cidades. Em estupro, a cidade ficou em segundo, atrás apenas de Campinas, que teve 135 ocorrências.

Fonte: Mais Expressão

Violência no Brasil chega a custar cerca de 5% do PIB por ano

Todo ano a falta de segurança no país vem custando para o governo e para todos os brasileiros, chegando a mais de R$365 bilhões de reais. O número equivale a 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo apontamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao qual o site O Globo teve acesso com exclusividade. Tendo em vista os dados oficiais que foram anteriormente publicados entre 2012 e 2016, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e também pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o valor bilionário, se dividido por cada brasileiro, teria seu resultado em conta anual de cerca de R$ 1,8 mil.

Com os números em pauta, a cifra total se equipara aos setores da construção (5,2%), da agropecuária (5,3%) sendo superior à indústria extrativa-mineral (dada por meio do petróleo e minério de ferro) e de utilidade pública, que, estando somadas, representam 45% do PIB. Todas essas perdas são muito difíceis de mensurar.

Nos parâmetros de despesas públicas com a segurança e também com o sistema prisional, os dados apresentam os valores somados de R$ 101 bilhões, ao mesmo tempo, os custos privados se igualam a R$ 264 bilhões. Pegando como forma de exemplo o ano de 2016, onde os gastos com segurança pública, sendo apenas das secretarias estaduais resultaram em R$ 86 bilhões. Já em 2015, a indústria chegou a gastar R$ 112 bilhões com segurança privada e com seguros, apontados no estudo.

Se aprofundando nos cenários de saúde pública, educação e turismo, segundo CNI. O Rio de Janeiro entra como exemplo na questão da falta de segurança refletindo no ensino dos alunos de escolas em comunidades que estejam envoltas pelo tráfico e por milícias.

Com toda essa violência no Brasil, a cada ano que passa, os fretes têm aumento, seguros sobem em disparada, as exportações sofrem impactos, as empresas ficam com sua produtividade comprometida e funcionários ficam com medo da situação que podem enfrentar no dia a dia.

As estatísticas mostram que os produtos mais visados pelas quadrilhas que praticam o roubo de cargas são alimentos, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, cigarros, bebidas e até artigos de confecção. É cabível salientar que na real situação, com índice frequente de roubos e com tanta insegurança, as empresas e os funcionários não conseguem trabalhar com altos índices de bem-estar e muitas das vezes ficam com medo de sofrer agressões físicas.

Este cenário de assaltos e de falta de segurança vem aumento a cada dia mais, e o número de criminosos vem crescendo constantemente. Muitas pessoas ou empresas podem optar pela escolha de uma segurança privada e especializada. Para isso, a melhor alternativa é contar com uma equipe treinada e preparada para evitar tais problemas, garantindo que tanto os cidadãos quanto os bens materiais permaneçam seguros.

Fonte: Dino

Por que o Brasil não investe em ferrovias? E por que deveria investir

Um transporte mais rápido, mais barato e menos poluente poderia impulsionar a infraestrutura brasileira e reduzir os gargalos logísticos do Brasil. Então, por que as ferrovias, que na teoria trariam tais benefícios, não “decolam” no país?

Para especialistas do setor, que participaram da sétima edição do Congresso Brasil nos Trilhos, há alguns fatores travando esse desenvolvimento.

O principal deles é que falta continuidade nos projetos de planejamento logístico do país. Como a construção de novas ferrovias é um projeto de longo prazo, esse plano acaba sendo prejudicado pelas trocas de governo no Brasil – que normalmente significam o abandono de projetos antigos em nome de renovação da agenda.

Outro problema, segundo Raymond Atkins, ex-conselheiro do Surface Transportation Board, nos Estados Unidos, é que o prazo das concessões ferroviárias no Brasil, que hoje dura 30 anos, é muito curto.

“O planejamento de uma ferrovia é de longo prazo, estamos falando em 60, 70 anos. É absurdo ter que renegociar com o governo nesse prazo que vocês têm. Vocês precisam se perguntar se o modelo de ferrovia funciona assim mesmo”.

Por outro lado, representantes do mercado se mostraram otimistas quanto à possibilidade de renovar antecipadamente as concessões que venceriam em 2028. O processo de renovação tem muitas etapas, mas a secretaria especial do governo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) montou uma força-tarefa junto com as empresas e junto com o Tribunal de Contas da União (TCU) para que as decisões saiam até o final do ano.

Tanto Julio Fontana Neto, Guilherme Mello, Marcello Spinelli, que são presidentes, respectivamente, da Rumo, da MRS e da VLI, quanto Giane Zimmer, diretora de operações centro-oeste da Vale, e Marcello Barreto Marques, diretor comercial da Ferrovia Transnordestina, disseram acreditar que a renovação antecipada desses contratos vai destravar investimentos importantes no setor.

Esse impulso pode ser relevante, mas não será suficiente para resolver a crise logística do país, segundo Venilton Tadini, presidente-executivo da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Ele lembra que, apesar do esforço e das boas intenções, o país está há 30 anos sem nenhum tipo de planejamento estratégico.

“Fazer PPP [parceria público-privada] e concessão não ‘cura mau olhado e traz a pessoa amada de volta’ porque a malha ferroviária precisa se integrar aos outros setores econômicos. A participação do Estado é fundamental, e por mais que as pessoas digam que estamos saindo da recessão, nós não estamos”, afirmou.

“A PEC do teto foi a medida mais cruel que poderia ter sido tomada agora porque trava o investimento. Em plena recessão, o país tem gargalo de infraestrutura. Precisamos crescer acima da demanda, e sem investimento [do setor público], esse entusiasmo pode ser um voo de galinha”, analisou Tadini.

O que o país ganharia com mais ferrovias
Uma rede ferroviária ampla e interligada beneficiaria todo o processo produtivo e o escoamento das exportações brasileiras. “É custo Brasil na veia”, resumiu o secretário de projetos da secretaria do PPI no governo, Tarcísio de Freitas.

Um estudo do professor da EAESP/FGV, Gesner Oliveira, e do diretor do Ipea, Fabiano Pompermeyer, mostrou que as ferrovias representam apenas 15% da estrutura de transportes no Brasil, um percentual considerado baixo.

A predominância do transporte rodoviário (que representam 65% do total) atrapalha o trânsito nos grandes centros, é mais poluente, deixa as empresas mais suscetíveis a roubos de carga, custa mais e leva a mais acidentes.

Um vagão graneleiro comporta, em média, 100 mil toneladas de grãos, enquanto um caminhão bi-trem transporta apenas 36 toneladas, segundo o comparativo dos especialistas. Mesmo assim, o país tem mais de 300 mil quilômetros de rodovias, e pouco menos de 30 mil quilômetros em ferrovias.

Com a substituição gradual do transporte agrícola pelo sistema ferroviário, a economia estimada seria de 30%, devido a maior capacidade dos trens. Outro problema, no entanto, é que a grande maioria (22 mil quilômetros de um total de 29 mil) das ferrovias brasileiras foi construída com bitola métrica, um método considerado ultrapassado e menos seguro.

A substituição também acarretaria em uma economia de 15,8 milhões de reais ao ano em gastos com acidentes de trânsito (já que com menos caminhões circulando, o número de acidentes diminuiria).

Além disso, na situação atual, o transporte rodoviário é responsável por 95% das emissões de gás carbônico (CO2), enquanto o ferroviário representa apenas 5%.

Veja um resumo dos benefícios das ferrovias sobre as rodovias, segundo os especialistas que falaram no Congresso Brasil nos Trilhos:

  • Redução de conflitos urbanos (menos atropelamentos e menos congestionamentos dentro das cidades);
  • Redução de acidentes;
  • Aumento da capacidade de transporte (já que os vagões comportam mais carga que os caminhões);
  • Redução do custo de transporte ferroviário em relação ao atual, devido à maior eficiência operacional propiciada pelos investimentos;
  • Redução da emissão de poluentes devido à migração de cargas da rodovia para a ferrovia.

Fonte: EXAME

Segurança corporativa no Brasil falha por falta de estratégia, inteligência e comunicação

A violência urbana nas grandes cidades tem impulsionado uma série de investimentos em segurança por parte das empresas, mas três fatores estão prejudicando a efetividade das medidas adotadas: a falta de estratégia, de inteligência e de comunicação para implementar as mudanças. Uma pesquisa realizada pela consultoria de gestão de operações em segurança ICTS Security, com 105 empresas brasileiras, sendo 79% de grande porte, apresenta um panorama atual sobre questões relacionadas à segurança corporativa e implementação.

Em tempos de aumento exponencial de ocorrência como roubo de carga, furto, invasão, fraudes, fuga de informações, e outros crimes, 92% das organizações entrevistadas declaram possuir uma área de segurança estruturada e 84% planejam e definem orçamentos anuais para o setor. Porém a falta de estratégia, inteligência e comunicação tornam pouco efetivos os resultados de seus investimentos.

O levantamento sinaliza ainda que as tendências em segurança corporativa em curto prazo são: segurança da informação, integração dos sistemas e vídeo análise e assuntos regulatórios. Para médio e longo prazos estão a terceirização da segurança, com a internalização de ações de equipes terceirizadas e a substituição de pessoal por tecnologia.

Considerando os fatores externos

Quando a ocorrência foge ao controle das empresas, como é o caso de fatores externos como a violência urbana, rotina para quem vive no Rio de Janeiro e em São Paulo, 72% das empresas ouvidas afirmam ter um plano de emergência preventivo. Entretanto, apenas 52% treinam o pessoal de acordo com diretrizes do próprio plano de emergência.

Ainda de acordo com o levantamento, as empresas precisam repensar estratégias de segurança corporativa sem considerá-la apenas como custo em curto prazo, mas imaginando que isso vá gerar resultados em médio e longo prazos. Diminuindo prejuízos e aumentando a percepção e segurança dos funcionários, os impactos tendem a ser sentidos diretamente nos índices de desempenho de um modo positivo.

Fonte: IT Fórum

Seguros para indústria estendem proteção a empresa e funcionários

O setor de seguros no Brasil está em constante expansão. Com o reaquecimento da economia, diversas empresas têm buscado mais segurança ao contratar apólices que prevêem a proteção contra roubo, incêndio e outros imprevistos que possam trazer grandes prejuízos.

“Está cada vez mais claro para representantes da indústria a necessidade de se precaver”, ressalta Antoine Maleh, diretor da Tailor Insurance. “Os prejuízos oriundos de incêndios,roubos ou acidentes, seja em relação à mercadoria, ao patrimônio ou até mesmo aos funcionários, podem gerar situações de difícil saída para as empresas. Tornando o seguro empresarial a ferramenta mais eficaz para a proteção patrimonial garantindo perdas e saúde financeira”.

Entre os itens assegurados estão despesas fixas, lucros cessantes, perda de aluguel, deterioração de mercadorias, proteção contra equipamentos nomeados, eletrônicos e portáteis, roubo de valores em trânsito, assim como casos de tumultos, greves, atos dolosos e manifestações.

Se um armazém frigorífico, por exemplo, tiver suas atividades interrompidas por uma falha elétrica ocasionando em mercadoria estragada, o seguro ajuda a cobrir os prejuízos em relação aos produtos e equipamentos que foram danificados.

Crise deixou indústria mais cautelosa

A instabilidade da economia brasileira nos últimos anos deixou empresários mais atentos aos riscos de perder dinheiro. Os momentos de crise são conhecidos pela mudança de comportamento, visando mais segurança e estabilidade para desenvolver suas atividades até mesmo nos momentos mais incertos.

“A crise que chegou ao Brasil nos últimos anos fez com que muitos empresários buscassem medidas para evitar o prejuízo”, afirma Maleh. “Por isso a modalidade de ter um seguro que atende as principais necessidades das pessoas jurídicas se tornou mais popular”, continua o executivo. Ou seja, se antes o seguro era considerado uma medida preventiva, atualmente ele é visto pelos empresários como uma medida necessária para garantir a existência saudável do empreendimento.

Para encontrar a melhor opção de seguro para a sua empresa, é muito importante pensar em quais são as suas necessidades. Ao buscar por uma apólice, devem ser analisadas as vantagens e as coberturas previstas em contrato. Afinal, o seguro para empresas não se trata apenas de proteger o patrimônio, mas também todos os trabalhadores envolvidos.

Porém não são todas as empresas que conseguem contratar um seguro. Diversas delas, com atividades de maior risco para as seguradoras, enfrentam dificuldades na aceitação precisando assim de uma ajuda especializada na hora da contratação.

Fonte: Segs

Força-tarefa cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra o roubo de cargas na região

Uma operação do Ministério Público Estadual e das polícias Civil e Militar cumpre na manhã desta quarta-feira (11) 17 mandados de prisão temporária, 22 mandados de busca e apreensão e 22 de apreensão de veículos em uma investigação contra o roubo de cargas em sete cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP).

De acordo com a força-tarefa, entre os alvos da “Operação Vidocq” estão dois policiais militares, um policial civil e um guarda municipal. Segundo as investigações, o grupo abordava as vítimas de roubo simulando blitz da Polícia Militar Rodoviária, inclusive, com uso de fardas.

A primeira parcial divulgada pelas autoridades aponta 11 presos e apreensões de veículos, placas e adesivos com números de placas, além de dinheiro e fardas.

Os presos e o material apreendido estão sendo levados para a sede do Ministério Público na Cidade Judiciária, em Campinas. Após depoimentos, os suspeitos serão levados para a 2ª Delegacia Seccional da cidade.

A operação é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Batalhão de Operações de Polícia (Baep) e as corregedorias das polícias Civil e Militar.

Os alvos da força-tarefa são nos municípios de Campinas, Hortolândia (SP), Sumaré (SP), Paulínia (SP), Nova Odessa (SP), Artur Nogueira (SP) e Cosmópolis (SP).

Fonte: G1

Polícia faz operação para prender quadrilha suspeita de roubar R$ 10 milhões em cargas

Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (4) em cidades do Paraná e de Santa Catarina na Operação Cacau Seguro, que investiga uma quadrilha suspeita de roubar R$ 10 milhões em cargas. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão.

Um dos alvos da operação já estava preso numa penitenciária de Santa Catarina e era fugitivo da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). Quatro suspeitos estão foragidos, segundo a polícia.

Cerca de 30 policiais participaram da ação, que ocorreu em Curitiba; em Pontal do Paraná e em Paranaguá, no litoral do Paraná; e em Joinville, em Santa Catarina.

Durante a manhã desta quarta, os policiais apreenderam duas armas; cinco carros, entre eles, um de luxo avaliado em mais R$ 300 mil; cinco caminhões; duas motocicletas de luxo, avaliadas em R$ 115 mil; além de telefones celulares.

A investigação começou após o roubo, em outubro de 2017, de quatro caminhões carregados de chocolate, avaliados em R$ 750 mil, do pátio de uma transportadora em Curitiba. Daí, surgiu o nome da operação. Uma parte dessa carga foi recuperada em Itajaí.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, responsável pela operação, os suspeitos são investigados por ao menos cinco assaltos a caminhões carregados em um período de quatro meses – entre outubro de 2017 e fevereiro deste ano.

Todos os crimes, conforme as investigações, foram praticados de forma semelhante e com índicios consistentes de participação do mesmo grupo.

Eles vão responder por associação criminosa, roubo majorado, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e uso de documento falso.

Participam da ação policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, da Furtos e Roubos de Curitiba e agentes de segurança de Joinville e de Florianópolis, em Santa Catarina.

O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná também deu apoio à operação.

Fonte: G1

Casos de sucesso mostram como tecnologia impulsiona PMEs

A busca por eficiência nos negócios está mais diretamente ligada à tecnologia do que nunca. Seja reduzindo custos, seja se comunicando melhor com clientes e fornecedores ou aumentando a produtividade, os casos de sucesso no mundo empresarial comprovam que estar atualizado com as inovações – cada vez mais rápidas e surpreendentes – faz a diferença para se manter competitivo.

Cerca de 40% das pequenas e médias empresas (PMEs) veem a participação na esfera digital como elemento decisivo para seu sucesso em um período de até cinco anos, segundo pesquisa da consultoria IDC. No entanto, por ser um terreno bastante especializado, a tecnologia pode trazer preocupações para quem é empreendedor. Essa é a hora de buscar um parceiro para trazer soluções com segurança e confiabilidade.

Expansão planejada

A Padaria Real, de Sorocaba (SP), é um exemplo disso. Criada em 1957, a empresa cresceu muito nos últimos anos devido à informatização. A expansão, foi preciso aprimorar algumas das ferramentas usadas para a operação. “Necessitávamos interligar as lojas usando novas tecnologias, novas ferramentas mais eficazes”, diz Rosângela Proença, responsável pela TI da padaria.

A maior dificuldade estava no uso dos e-mails. Álvaro Wachtler, administrador da Padaria Real, lembra que os funcionários tinham dificuldade com as quedas constantes no serviço, além das perdas de informações decorrentes disso.

A solução chegou por meio da Combina, empresa especializada em produtos para a nuvem. Aparceira da Microsoft levou à Padaria Real o Office 365 Business Premium, versão do pacote Office voltado para pequenas empresas. Além do serviço de e-mail, a empresa passou a usar o sistema OneDrive para transferir o armazenamento de arquivos dos notebooks para a nuvem.

“Uma das nossas preocupações era a migração da conta anterior”, relembra Rosângela. “Tínhamos bastante medo de perder essas informações, mas a mudança foi muito mais tranquila do que a gente imaginava, a implementação foi perfeita”, afirma ela, que destaca a estabilidade e a segurança como os principais ganhos com os novos sistemas.

O cuidado com segurança é fundamental para os empreendedores das PMEs. Os pequenos negócios são alvo de 43% dos ciberataques no mundo, de acordo com um estudo publicado no Harvard Business Review. No Brasil, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), esse número pode chegar a 63%. Por isso, especialistas indicam que o melhor é investir em ferramentas protegidas por default, como é o Office 365.

Redução de custos

A nuvem já é uma realidade para as empresas de todos os portes. Ela é o espaço virtual onde se armazenam e organizam dados e se utilizam softwares, sendo o passo adiante dos servidores físicos e HDs que dominavam os ambientes de TI até alguns anos atrás. A previsão é que os investimentos nas estruturas em nuvem cheguem a US$ 71 bilhões daqui a dois anos, contra cerca de metade disso até um ano atrás.

Pelas inúmeras possibilidades que ela apresenta, é importante o empreendedor ter em mente os problemas que ele pretende resolver com a nuvem. No caso da Destilaria Santa Inês (DSI), localizada em Sertãozinho (SP), a demanda era acabar com a defasagem de equipamentos e a necessidade de manutenção constante nos servidores físicos. A LGTi, empresa que presta serviços de infraestrutura, encontrou a solução no Azure, plataforma da Microsoft destinada à execução de aplicativos e serviços usando o armazenamento em nuvem.

De acordo com Tiago Remoto, diretor da LGTi, a maior dificuldade foi convencer a diretoria da DSI de que a nuvem era tão ou mais segura e confiável do que os servidores físicos. Mesmo assim, o sinal verde foi dado. “Levantamos necessidades, criamos o ambiente e a migração ocorreu de forma transparente em duas semanas”, afirma Remoto.

Segundo o gerente administrativo da DSI, Rodrigo Pontes Brás, a entrada na nuvem levou à empresa uma economia de 25% no departamento de TI, podendo chegar a 40% em custos indiretos, como manutenção e energia. “Estamos mais robustos e mais baratos”, diz.

Fonte: Estadão

São Paulo planeja adotar cadastro prévio para combater roubo de celular

A Secretaria da Segurança de São Paulo planeja passar a adotar um sistema de cadastro prévio de celulares para combater o roubo e o furto desse tipo de equipamento.

O novo modelo, ainda em fase de planejamento, permitiria ao cidadão cadastrar o seu aparelho em um site, com informações pessoais e de identificação do celular, para facilitar o bloqueio e a devolução em caso de recuperação do objeto pela polícia.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 23, pelo secretário da Segurança do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho. Segundo ele, a inspiração é o programa Alerta Celular, criado pela Secretaria da Segurança do Estado de Pernambuco.

“Tivemos um encontro de secretários em que isso foi mostrado. É bem simples de ser feito e tem um resultado realmente positivo”, disse Mágino. Técnicos da pasta paulista estão em contato com os criadores do programa pernambucano para buscar informações sobre como implementar o programa.

São Paulo já possui um sistema que permite o bloqueio do IMEI (número de identificação do celular) em caso de crime. A vítima, no boletim de ocorrência, tem de informar esse dado de identificação para que a pasta realize o bloqueio junto à Anatel. Em muitos casos, as vítimas não se recordam desse número, o que impossibilita o bloqueio. A solução, então, seria realizar um cadastro prévio.

Em setembro do ano passado, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que metade das ruas da cidade de São Paulo teve ao menos um roubo de celular registrado do início de 2016 até agosto de 2017.

Foram cerca de 32 mil ruas afetadas por mais de 208 mil ocorrências de um dos crimes que atingem o morador da capital com mais frequência. Ainda que a região central tenha tido a maior incidência, o roubo do aparelho passou a ser considerado “democrático” por especialistas: deixou de ser característico de uma zona e hoje é notado em vias de todas as partes da cidade.

Para pesquisar no mapa abaixo, clique na lupa, insira o endereço (com número), digite “, São Paulo” e em seguida tecle enter. Por exemplo: “Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55, São Paulo”.

“O cidadão com seu celular vai e faz o cadastro (com os dados pessoais). Em caso de roubo ou furto, ele informa o caso em um ícone no mesmo sistema, o que permite que haja acompanhamento pelas forças de segurança”, disse Mágino.

O secretário lembrou que não deixar de ser necessário o registro do boletim de ocorrência. Com a identificação em mãos, a polícia poderia devolver o aparelho ao dono em caso de recuperação.

“Isso não requer uma tecnologia extraordinária, mas requer um engajamento do cidadão para que o cadastro seja realizado”, acrescentou o secretário de São Paulo. De acordo com ele, a análise feita no momento é para adaptação à realidade populacional do Estado.

Enquanto Pernambuco tem cerca de 9 milhões de habitantes, São Paulo tem 45 milhões. A pasta planeja que ainda neste ano o novo sistema seja adotado.

Carnaval
As informações foram divulgadas nesta sexta, dia em que também se tornaram públicos os dados da criminalidade durante o mês de fevereiro. Mágino aproveitou para destacar que a taxa de furtos de celular por 100 mil foliões durante os festejos do carnaval na capital caiu de 168 para 93.

A taxa foi elaborada pela secretaria, que não informou o número absoluto de furtos, esclarecendo que houve crescimento no total, mas como havia mais foliões no feriado, a taxa foi reduzida.

A reportagem questionou o método usado para estimar o público no carnaval, e a pasta informou ter usado o número elaborado pela Prefeitura. A gestão do prefeito João Doria (PSDB) havia informado que, nos quatro dias de carnaval, cerca de cinco milhões de pessoas aproveitaram a festa na cidade. No comunicado em que divulgou a estimativa, a Prefeitura não informou como chegou ao número de foliões.

Durante o mês de fevereiro no Estado, o número de furtos subiram 8,7%, chegando a 46,1 mil casos. Na capital, o aumento foi maior: 24,7%, passando de 18,3 mil para 22,8 mil. Na Grande São Paulo, a alta nesse tipo de crime foi de 1,8%. No interior, os furtos tiveram queda de 4,7%, chegando a 18,8 mil em fevereiro.

O secretário citou Nova York para dizer que o furto de celular, por exemplo, é um tipo de crime comum até em cidades seguras. “Aglomerações propiciam esse tipo de ação delituosa, isso acontece em qualquer parte do mundo inclusive. Se você for para Nova York, você vai ver…Nova York é conhecida pela tranquilidade, pela política de segurança. Você vai ver em Times Square placas avisando cuidado porque você na aglomeração ser vítima de uma subtração.”

Fonte: EXAME

Em anteprojeto de lei, delegado defende reforço no combate ao crime de receptação para diminuir roubos de carga

O delegado Hilton Alonso — que esteve à frente da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e atualmente é titular da 23ª DP (Méier) — é autor de um anteprojeto de lei que defende o reforço no combate ao crime de receptação como forma de diminuir os roubos de carga no Rio. A proposta foi protocolada pelo deputado federal Índio da Costa (PSD).

No anteprojeto, Hilton destaca que o Brasil, segundo o Joint Cargo Committee, é o oitavo país em que é mais perigoso transportar carga e que, entre 2011 e 2016, o número de crimes desse tipo subiu 86% no país.

Somente no Estado do Rio, diz um trecho da proposta, foram 10.599 roubos de cargas em 2017, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). O número representa um aumento de 7,3% em comparação a 2016. O prejuízo chegou a R$ 607,1 milhões, aponta o estudo “O impacto econômico do roubo de cargas no estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema Firjan.

Hilton frisou também que o dinheiro obtido com o roubo de cargas alimenta outras atividades criminosas, entre elas o tráfico de drogas. “Assim, novas medidas para o enfrentamento deste delito que assola o país tornam-se indispensáveis, destacando-se, dentre elas, o combate ao crime de receptação dos produtos roubados, que atualmente vem sendo feito de forma precária, por falta de meios legais mais efetivos”, destacou o delegado.

Para que o combate ao delito se torne eficaz, “é necessário o presente projeto referente à inclusão do(s) número(s) de lote(s) dos produtos nas Notas Fiscais de saída dos produtos”, alega Hilton, completando: “O presente projeto visa além da repressão ao crime de receptação, o combate à sonegação e evasão fiscal, já que a fiscalização seria mais efetiva com a existência de tais dados nas notas fiscais dos produtos. Observa-se que hoje em dia as NF apenas descrevem os produtos, quantidade e valor, o que facilita a mescla de produtos lícitos e ilícitos em qualquer empresa que possua uma NF do referido produto, sendo impossível a distinção dos produtos”.

Fonte: Extra