Mais frequentes, roubo e receptação de cargas podem passar a ter penas maiores

Em 2016, foram registrados 24.563 casos de roubo de cargas no Brasil, gerando um prejuízo de R$ 1,36 bilhão. Os dados são da Associação Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística, que aponta um crescimento na ocorrência desse tipo de crime ao longo nos últimos anos. Com objetivo de coibir esse tipo de ação, projetos apresentados em 2017 no Senado tornam mais rigorosa a pena também para um outro tipo de crime associado ao roubo de cargas: o da receptação.

Atualmente, a pena para quem conscientemente compra, recebe ou transporta mercadorias roubadas vai de um a quatro anos de reclusão. Se essa receptação se der com fim comercial ou industrial, a receptação é qualificada e a pena pode chegar a oito anos. O crime de receptação também se caracteriza quando alguém tenta fazer com que outra pessoa, de boa fé, compre, receba ou esconda essa mercadoria.

“Com uma punição mais severa, a expectativa é que comerciantes deixem de receber mercadoria roubada ou furtada e, consequentemente, o roubo de cargas em nossas rodovias diminua”, disse o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), autor de um dos textos (PLS 479/2017). Na justificativa do projeto, o senador lembra que só existe o roubo de cargas porque existe a receptação.

Mudança
O projeto aumenta a pena tanto para a receptação quanto para a receptação qualificada. Para o primeiro crime, a reclusão passaria a ser de dois a seis anos. Já para o segundo, a pena passaria a ser de cinco a dez anos.

Outro texto (PLS 321/2017), do senador Raimundo Lira, aumenta as penas tanto para o roubo quanto para a receptação, quando os objetos forem provenientes do transporte de cargas. Pelo projeto, as penas para o roubo e a receptação qualificada serão aumentadas de um terço à metade nesses casos. Para o roubo, a pena máxima pode passar de dez para 15 anos. Já para a receptação qualificada, a punição passa do máximo de oito anos para 12.

“O número de roubos desse tipo aumentou tanto que, em uma lista de 57 países, o Brasil é apontado como o oitavo mais perigoso para o transporte de cargas, estando a frente de países em guerra e conflitos civis, como, por exemplo, Paquistão, Eritréia e Sudão do Sul”, lamentou Raimundo Lira. Ele lembrou que esse tipo de crime afeta a economia do País, já que gera aumento no preço das mercadorias e perda na arrecadação do governo.

Análise
Os dois textos estão sendo analisados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Além deles, a comissão também tem na pauta o PLC 125/2011, que aumenta de um terço à metade as penas para roubo e receptação, quando o objeto for carga que era transportada em caminhão, embarcação, trem ou aeronave. O texto tramita em conjunto com vários outros projetos ligados à alteração no Código Penal (PLS 236/2012).

— É muito desgastante a realidade desses caminhoneiros, que saem de casa para fazer uma entrega e já sabem que o bandido está à espreita nas estradas. São muito raros, entre esses profissionais, aqueles que nunca testemunharam ou sofreram um caso de violência durante o transporte de suas cargas. Infelizmente, centenas de caminhoneiros já perderam suas vidas, simplesmente por estarem transitando nas estradas — disse o autor do texto, senador Ciro Nogueira (PP-PI), em pronunciamento recente.

Para o senador, o aumento nas estatísticas do roubo de cargas já é um “grave e preocupante problema de segurança pública” e o aumento das penas pode ajudar a coibir essas práticas.

Fonte: Agência Senado

Vulnerabilidade no setor de segurança pública é suprida por tecnologia

Foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

A escalada da violência do Brasil não dá trégua. E o combate aos crimes permeará os discursos de campanha de candidatos ao Congresso e à Presidência da República. Embora a garantia da segurança seja um dever do Estado, no Brasil, quem não quiser ser vitimado pelo crime tem de tomar as próprias precauções. Há startups que estão usando as novidades tecnológicas para ir ao encontro dessa necessidade.

O radialista Willian Bonder, 35 anos, é consumidor de solução criada pela Bike Registrada, companhia que mantém cadastradas bicicletas para facilitar a devolução delas aos proprietários em caso de roubo ou furto. Com a Bike Registrada, Bonder tem sentido mais segurança ao sair com a bicicleta, sem abandonar o estilo de vida saudável e moderno que mantém. “Eu virei usuário porque realmente vi um instrumento de defesa. Posso me precaver”, avalia.

Nascida em Brasília, a startup tem o reconhecimento das polícias militares do Distrito Federal, de Santa Catarina e do Pará. Quando o “camelo” de um consumidor da empresa é roubado, o alerta é ativado. Em abordagens policiais, é comum os oficiais consultarem o cadastro da startup para certificar se o aviso está, ou não, ativo.

Tamanha é a confiança de Bonder na startup que ele tem duas bicicletas registradas. Mas, felizmente, até hoje, não precisou ativar a função de notificação de roubo. Para o radialista, a plataforma garante uma defesa que o Estado é incapaz de proporcionar.

“Questões como alerta de roubo de uma bicicleta acabam sendo mais eficientes em uma empresa privada, que, de certa forma, desburocratiza a segurança. Você baixa um aplicativo no smartphone, e é tudo mais avançado do que uma iniciativa do Estado. Perde-se muito mais tempo fazendo um boletim de ocorrência do que registrando a bicicleta”, avalia.

As startups não estão para brincadeira. Com a tecnologia favorecendo a inserção em tantos mercados, incluindo o de segurança, a demanda tende a se manter em rota crescente. E a explicação para isso se deve ao modelo de replicação do negócio em larga escala, explica o especialista em startups Luiz Eduardo Duarte, sócio do escritório Nunes, Duarte e Maganha Advogados Associados. “Essas empresas crescem porque têm a possibilidade de vender muito devido ao seu modelo de negócio escalável, que pode avançar rapidamente sem que precise de novos investimentos”, explica.

O papel de resolução de problemas específicos também é outra qualidade que impulsiona as startups. Mecanismos de alerta a mulheres que passam por áreas perigosas, transportes compartilhados de mulheres para mulheres e o próprio sinal de advertência em caso de roubos de bicicletas são algumas das propostas que exemplificam o sucesso dessas empresas. “As startups têm o poder de pegar mercados que o Estado não consegue atender”, explica Duarte.

Os proveitos sociais que a Bike Registrada oferece na segurança aos consumidores são exemplos da disruptura que as startups estão promovendo no mercado. O presidente da empresa brasiliense, Rubem Vasconcellos, no entanto, destaca que a ideia é a prova viva de que a plataforma pode funcionar em coexistência e mútua colaboração com o Estado. “É para a sociedade e para o governo. O sistema público é beneficiado e também é um dos atores. No fim das contas, o poder público e as pessoas podem usar nossa plataforma de forma gratuita”, destaca. A empresa cobra R$ 39 de quem quer comprar um selo para colocar na bicicleta, atestando que ela está no sistema.

As funcionalidades da startup atingiram objetivos que Rubem mal previu. “A ideia inicial era impedir o comércio de bicicletas roubadas. A gente dificulta essas negociações ilegais e, consequentemente, o número de roubos diminui”, explica. A empresa tem sido exitosa na oferta do serviço. De acordo com levantamentos da Bike Registrada, 70% das bicicletas roubadas no DF retornam para os proprietários. No Espírito Santo, essa recuperação é de 50%. E o sucesso pode ser ainda melhor, sustenta o CEO “se mais pessoas se dispuserem a colaborar com o registro dos equipamentos”, avalia.

Biometria
No quesito tecnologia, o céu é o limite. As inovações podem atuar até em áreas complexas como o simples monitoramento de bens, ou com elementos de tecnologia de ponta, como inteligência artificial, biometria e estudos de comportamento neural. É nesse patamar que funciona a empresa Biosmart, comandada por Alisson Figueiredo. O trabalho da startup se baseia na ideia de garantir a segurança e o monitoramento a partir de biometria comportamental, ou seja, mapeamento de costumes cinestésicos do corpo de cada indivíduo. No caso da empresa, se esquematizam as formas como as pessoas digitam tanto em teclados normais quanto em touch screens.

“Essa tecnologia surgiu de uma série de pesquisas que foram evoluindo. Peguei isso e apliquei para a parte de autenticação biométrica”, diz Figueiredo. No mercado, a startup tem sido bem avaliada como um eficiente sistema de segurança para evitar transações financeiras indesejadas, por exemplo. “Se uma pessoa usar seu dispositivo para fazer uma transferência na sua conta, não conseguirá. Só você”, garante.

O modelo de negócios funciona, normalmente, a partir do contrato de uma empresa que tenha interesse em distribuir esse tipo de segurança para os clientes. “Um banco nos contrata e disponibilizamos essa tecnologia para os consumidores, instalamos, e colocamos em prática”, conta.

Governo
O governo federal assegura que não está alheio ao desenvolvimento tecnológico. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, isso é algo de fundamental importância, que faz parte de um de seus eixos prioritários de atuação.

Como exemplos de ações e projetos que visam à melhora da tecnologia na segurança, a pasta destacou o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que possibilita, por exemplo, “procedimentos policiais eletrônicos utilizados das delegacias brasileiras; central de atendimento e despacho; ou acesso a dados consolidados ou cruzamento de informações em outros bancos”.

Outro projeto é a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que proporciona um intercâmbio de informaçõe de interesse da Justiça. O banco de dados é montado a partir de vestígios obtidos em perícias policiais. Dessa forma, os indícios permitem a detecção de crimes seriais e podem ser identificados por meio do confronto com os perfis genéticos dos indivíduos cadastrados.

Fonte: Correio Braziliense

Três são presos e um apreendido após roubo de carga dos Correios com refém em Campinas

Três homens foram presos e um adolescente apreendido acusados de roubar uma carga dos Correios e manter um funcionário como refém foram presos pela PM (Polícia Militar), na manhã desta quarta-feira (14), em Campinas .

O caso ocorreu por volta das 8h. O Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebeu informações sobre o assalto e informou as equipes em patrulhamento que a fuga ocorreu no sentido Shopping Dom Pedro.

Detidos
A Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motociclietas) flagrou a dupla com a vítima na Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), na altura do bairro Costa e Silva. De acordo com a corporação, os suspeitos abandonaram o veículo e fugiram por uma mata, mas foram alcançados pela equipe da PM. A vítima foi libertada, passa bem, e a carga foi recuperada.

“Todas as encomendas foram recuperadas graças à ação da Polícia Militar. Por ser assunto relacionado à segurança, os Correios não divulgam imagens, valores ou detalhes sobre as ocorrências. A área de segurança da empresa está em constante contato com as autoridades policiais, fornecendo dados, informações e imagens de elementos que praticam ações criminosas contra os Correios”, apontou a Assessoria de Comunicação dos Correios, em nota.

Fonte: G1

Polícia prende responsáveis pelo maior furto de combustíveis do Amazonas

Uma quadrilha especializada no furto de combustíveis de embarcações foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Amazonas na manhã da última terça-feira (06/02). Com o furto de 640 mil litros de gasolina, apenas em outubro, o prejuízo gerado pelos criminosos foi de R$ 3 milhões. Trata-se do maior desvios de combustíveis já registrado no estado, segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

Quatro mandados de prisão preventiva e temporária foram cumpridos com a deflagração da Operação Alfeu. Durante a ação, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil amazonense, o combustível foi furtado, sempre na madrugada, durante três dias, de uma balsa atracada em um porto de uma transportadora, e deslocado em pequenas embarcações. Um vigilante da empresa de transporte aquaviário foi cooptado e saía do local no momento que os criminosos agiam. Segundo a investigação, ele recebeu R$ 1.500 para fazer vista-grossa para os criminosos.

A quadrilha furtou a carga de combustível antes que ela fosse transportada para Santarém e Itaituba, no Pará e o desvio só foi percebido quando os trabalhadores da empresa de navegação abriram a balsa e detectaram que a carga estava incompleta.

O esquema

Segundo a Polícia, dois barcos do tipo ‘bajara’ – embarcações amazônicas de pequeno porte– se aproximaram da balsa para que os criminosos retirassem a gasolina do reservatório e a transferissem para os barcos. Logo em seguida, os criminosos colocavam água nas boias da balsa para que a embarcação permanecesse no mesmo nível e evitar a detecção do golpe.

O delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) e responsável pela investigação, afirma que parte da gasolina furtada foi utilizada para abastecer postos de combustíveis flutuantes, os chamados ‘pontões’.

Tanto o Pontão Bons Amigos, na orla do Porto da Ceasa, na zona leste de Manaus, quanto o “Pontão” Rio Negro, além de moradores e um garimpo na região de Manicoré, se utilizaram do combustível furtado.

Para o Sindarma, que ajudou nas investigações, a prisão da quadrilha representa um marco no combate ao desvio de combustíveis transportados via navegação aquaviária. Como o JOTA já noticiou, os furtos e roubos de cargas e combustíveis nos rios da região geram um prejuízo anual de mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos e às empresas.

“As quadrilhas que furtam e roubam combustíveis nos rios da região têm atuado com frequência. A ação criminosa gera prejuízos para empresas e transportadoras, além de fomentar um comércio ilegal de combustíveis, que gera sonegação de impostos e outros tipos de crimes. A atuação da polícia ao combater o maior furto de combustível registrado no Amazonas é importante e inibirá a prática criminosa”, afirma Galdino Alencar Júnior, presidente do Sindarma.

Fonte: Jota

Rodovia dos Tamoios passa a contar com Wi-Fi exclusivo para emergências

A rodovia dos Tamoios (SP-99), que liga o litoral norte de São Paulo ao Vale do Paraíba, passa a contar com cobertura de Wi-Fi ao longo de seus 74 km, inclusive nos trechos onde não há sinal de celular.

O uso da rede Wi-Fi será exclusivo para comunicação entre motoristas e a concessionária, como complemento ao serviço de atendimento prestado pelo 0800. A proposta é agilizar os atendimentos e a divulgação de informações sobre a rodovia.

Para acessar a rede, o usuário precisa baixar o aplicativo Rodovia Tamoios — por enquanto, disponível apenas para Android.

Nesta fase, o usuário tem dois recursos disponíveis. O primeiro é o botão SOS, que conecta diretamente o usuário com o Centro de Controle Operacional para informar panes, emergências ou acidentes. O segundo recurso é a rádio web Morada do Sol, que divulga boletins sobre as condições da via e notícias, além da programação musical.

Quem não tiver o aplicativo instalado e precisar usar chamar o atendimento basta se conectar no Wi-Fi da rodovia. Ao tentar acessar qualquer site no navegador, o usuário é direcionado para a página com o botão SOS.

Ampliação em vista

A infraestrutura conta com 612 antenas em 153 pontos de difusão e cobre as distâncias entre as cidades de São José dos Campos e Caraguatatuba. O serviço também vai atender aos trechos que estão em construção, na serra da Tamoios e no contorno com São Sebastião, já no litoral. O investimento para implantação foi de R$ 9,7 milhões.

Essa é a primeira rodovia brasileira a contar com sinal de internet em toda a sua extensão. Até então, apenas um trecho de 40 km da BR-040 tinha sinal de Wi-Fi. Ainda há a previsão de instalação de rede sem fio em mais 1.200 quilômetros de rodovias de São Paulo, além do trecho norte do rodoanel Mario Covas (SP-021).

Por enquanto, o serviço está disponível no trecho de planalto. A cobertura total será implantada até 30 de março, quando deverá funcionar de forma ininterrupta, inclusive com acesso às imagens das câmeras de monitoramento.

Fonte: CanalTech

Estudo do Exército revela o dia da semana que ladrões preferem roubar cargas no RJ

Um levantamento sobre o aumento de roubo de cargas no estado do Rio mostrou quais são os dias da semana em que os bandidos mais cometem esse tipo de crime. O estudo foi feito pelo Exército para a Globonews. O Comando Militar do Leste analisou os casos ocorridos em janeiro, no estado, e cargas avaliadas em mais de R$ 112 mil.

A conclusão é de que os roubos acontecem principalmente às quintas-feiras, pela manhã. Na semana do dia 14 ao dia 20 de janeiro, no domingo (14/01), foi registrado um roubo de carga. Na segunda-feira, 12 casos.

Na terça-feira, o número subiu para 16. Na quarta-feira, foram 24 casos e na quinta-feira, 27 roubos de cargas. No dia seguinte, a sexta-feira, o número caiu para 13. E no sábado, três casos foram registrados.

Na quinta-feira (25/01), as Forças Armadas, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, realizaram a primeira operação nas rodovias de acesso à Região Metropolitana. Neste dia, houve apenas cinco casos.

De acordo com o coronel Roberto Itamar, porta-voz do CML, esse tipo de estudo vai continuar sendo feito para poder basear as futuras operações.

“As operações vão continuar. Sejam esse tipo de operações junto aos eixos, sejam aquelas também realizadas junto às comunidades, do cerco às comunidades, permitindo que órgãos de segurança pública, as Polícia Militar e Polícia Civil, realizem e cumpram mandados de prisão e de busca e apreensão nas comunidades. Esse trabalho já era feito. Esse tipo de operação é apenas uma outra modalidade. Dessa vez em coordenação com a Polícia Rodoviária Federal. Enquanto ela realiza seu trabalho de patrulhamento nas vias, as Forças Armadas ocupam os pontos de bloqueios nos acessos que demandam a esses jeitos rodoviários, permitindo assim que a PRF faça um trabalho mais eficiente no patrulhamento dessas rodovias”, disse coronel Itamar.

A terça-feira aparece como o terceiro dia com mais roubos de cargas. E nesta terça (30), em Tanguá, na Região Metropolitana, seis homens armados assaltaram um veículo que transportava cigarros. Houve tiroteio e um vigilante foi atingido e morreu. Toda a mercadoria foi roubada. Os ladrões fugiram.

Fonte: G1

Cresce roubo de carga no eixo Rio-São Paulo

O roubo de cargas em rodovias do Rio de Janeiro e de São Paulo explodiu, com prejuízo de R$ 1,7 bilhão em 2017. Entre janeiro e novembro do ano passado, o volume de produtos subtraídos nas duas capitais cresceu 10% na comparação com o mesmo período anterior. Só nos dez primeiros dias deste mês, foram 288 roubos no Rio. Levantamento da MC2R Inteligência Estratégica, com base nos dados das Secretarias de Segurança Pública dos dois Estados, mostra a preferência dos assaltantes por cargas mais valiosas, como eletrônicos e cigarros.

Meu tesouro. O valor médio da carga roubada no ano passado foi de R$ 81,3 mil no Rio e R$ 94 mil em São Paulo, como mostrou estudo do economista Riley Rodrigues. Foram 30 assaltos por dia, nas duas capitais, ao longo de 2017.

Fonte: Estadão

Após roubo de carga avaliada em R$ 58 milhões, caminhoneiro é solto em Mogi das Cruzes (SP)

Um motorista de caminhão foi libertado em Mogi das Cruzes depois de ter ficado refém de assaltantes, que o abordaram em um posto de gasolina em São Paulo. Os criminosos fugiram com o caminhão e a carga de hidróxido de sódio em solução líquida, avaliada em mais de R$ 58 milhões.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado nesta quinta-feira (2), o motorista contou que tinha estacionado o caminhão para pernoitar em um posto na Rodovia dos Bandeirantes. Durante a madrugada, ele foi abordado por dois assaltantes que abriram a porta do caminhão e pediram que ele cobrisse a cabeça.

O motorista de 44 anos foi levado então para dentro de um carro, com o rosto vendado e ficou com os assaltantes por algumas horas. Ele contou para a polícia que foi libertado em uma rotatória no bairro do Itapeti. Depois disso, foi até um posto de gasolina, avisou a empresa em que trabalha e também a Polícia Militar.

Além das 17.778 toneladas da carga de hidróxido de sódio em solução líquida, avaliada em R$ 58.351.520, os assaltantes também levaram o celular da empresa, o celular particular do motorista e um molho de chaves.

Fonte: G1

Insegurança nas estradas aumenta busca por transporte aéreo de cargas

A insegurança nas estradas brasileiras tem sido acompanhada de uma mudança no movimento dos aeroportos do interior de São Paulo. Aumentou o volume do transporte aéreo de cargas.

O roubo de cargas é uma ameaça constante para quem vive nas estradas. “Eles me amordaçaram, me colocaram um capuz na minha cabeça, para mim não identificar eles e esvaziaram o meu veículo. Depois me colocaram novamente no veículo deles, me largaram na estrada lá em Guarulhos”, conta um motorista.

“Está difícil hoje trabalhar. Qualquer lugar que vai é roubo, é assalto”, diz outro motorista.

O levantamento mais recente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostra que houve quase dez mil casos de roubos de cargas nas estradas do estado, número maior que no mesmo período de 2016.

Se nas estradas as cargas estão sujeitas aos roubos, empresários do interior tem procurado um jeito mais seguro de fazer com que as mercadorias cheguem ao destino. Diante dessas situações, saem os caminhões, entram os aviões. Essa mudança de comportamento fez com que o transporte aéreo de cargas decolasse em 2017.

Os produtos de uma empresa do setor médico e farmacêutico só viajam de avião. A decisão foi tomada depois de quatro roubos de carga em menos de um ano.

“Por serem medicamentos controlados, eles tem um alto índice de roubo e são usados em outros tipos de atividades. Então para a gente é muito importante e, na verdade, é regulado pela Vigilância Sanitária que a gente tenha o controle desses medicamentos enviados”, explica o empresário Kelvin Kaiser.

Em quatro dos sete principais aeroportos que fazem transporte de cargas no interior paulista o movimento de mercadorias cresceu. Só em São José do Rio Preto, quase 400 toneladas foram transportadas até novembro: 70% a mais do em 2016.

“Facilita para quem vai exportar, evita atrasos, o rastreamento pode ser melhor também, a mercadoria já pode sair desembaraçada da nossa região indo direto para um aeroporto hub e dali para o exterior. Então é um processo que é muito interessante para agilizar e criar produtividade maior na região das indústrias”, explica o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Júnior.

Fonte: Jornal Nacional

BR: Comerciantes que vendiam R$ 400 mil por mês com cargas roubadas são presos

Os comerciantes Juliano Buraen Serra e Jefferson Ferreira dos Santos, que chegavam a vender R$ 400 mil por mês com produtos de cargas roubadas, foram presos em flagrante, em Salvador, na noite de terça-feira (26). Com eles foi apreendida uma carga de café que havia sido roubada no dia 4 de dezembro, próximo a cidade de Santo Estêvão, na BR-116. A prisão foi efetuada por investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos em Rodovias (Decarga), que recuperaram a carga de café.

De acordo com a polícia, Juliano, que é dono de um estabelecimento no Engenho Velho da Federação, foi o primeiro a ser encontrado. Parte da carga de café estava nas prateleiras do estabelecimento dele para ser comercializado. Em seguida, foi localizado o comparsa dele, Jefferson, no bairro de Fazenda Coutos. Também no mercadinho dele foram apreendidos unidades do mesmo lote de café roubado.

Um homem de prenome Marcos, também empresário e integrante da quadrilha está sendo procurado.

“Existe uma conexão entre as cargas roubadas na BR-116, nas imediações das cidades de Santo Estêvão e Rafael Jambeiro, com Salvador. A capital baiana é, na maioria das vezes, o destino final destes materiais. Com certeza estamos quebrando um ciclo criminoso com estas prisões”, destacou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Flávio Góis.

Após prestar depoimento, os dois comerciantes foram encaminhados para o Presídio Regional de Feira de Santana.

Fonte: Correio 24horas