Segurança corporativa no Brasil falha por falta de estratégia, inteligência e comunicação

A violência urbana nas grandes cidades tem impulsionado uma série de investimentos em segurança por parte das empresas, mas três fatores estão prejudicando a efetividade das medidas adotadas: a falta de estratégia, de inteligência e de comunicação para implementar as mudanças. Uma pesquisa realizada pela consultoria de gestão de operações em segurança ICTS Security, com 105 empresas brasileiras, sendo 79% de grande porte, apresenta um panorama atual sobre questões relacionadas à segurança corporativa e implementação.

Em tempos de aumento exponencial de ocorrência como roubo de carga, furto, invasão, fraudes, fuga de informações, e outros crimes, 92% das organizações entrevistadas declaram possuir uma área de segurança estruturada e 84% planejam e definem orçamentos anuais para o setor. Porém a falta de estratégia, inteligência e comunicação tornam pouco efetivos os resultados de seus investimentos.

O levantamento sinaliza ainda que as tendências em segurança corporativa em curto prazo são: segurança da informação, integração dos sistemas e vídeo análise e assuntos regulatórios. Para médio e longo prazos estão a terceirização da segurança, com a internalização de ações de equipes terceirizadas e a substituição de pessoal por tecnologia.

Considerando os fatores externos

Quando a ocorrência foge ao controle das empresas, como é o caso de fatores externos como a violência urbana, rotina para quem vive no Rio de Janeiro e em São Paulo, 72% das empresas ouvidas afirmam ter um plano de emergência preventivo. Entretanto, apenas 52% treinam o pessoal de acordo com diretrizes do próprio plano de emergência.

Ainda de acordo com o levantamento, as empresas precisam repensar estratégias de segurança corporativa sem considerá-la apenas como custo em curto prazo, mas imaginando que isso vá gerar resultados em médio e longo prazos. Diminuindo prejuízos e aumentando a percepção e segurança dos funcionários, os impactos tendem a ser sentidos diretamente nos índices de desempenho de um modo positivo.

Fonte: IT Fórum

Seguros para indústria estendem proteção a empresa e funcionários

O setor de seguros no Brasil está em constante expansão. Com o reaquecimento da economia, diversas empresas têm buscado mais segurança ao contratar apólices que prevêem a proteção contra roubo, incêndio e outros imprevistos que possam trazer grandes prejuízos.

“Está cada vez mais claro para representantes da indústria a necessidade de se precaver”, ressalta Antoine Maleh, diretor da Tailor Insurance. “Os prejuízos oriundos de incêndios,roubos ou acidentes, seja em relação à mercadoria, ao patrimônio ou até mesmo aos funcionários, podem gerar situações de difícil saída para as empresas. Tornando o seguro empresarial a ferramenta mais eficaz para a proteção patrimonial garantindo perdas e saúde financeira”.

Entre os itens assegurados estão despesas fixas, lucros cessantes, perda de aluguel, deterioração de mercadorias, proteção contra equipamentos nomeados, eletrônicos e portáteis, roubo de valores em trânsito, assim como casos de tumultos, greves, atos dolosos e manifestações.

Se um armazém frigorífico, por exemplo, tiver suas atividades interrompidas por uma falha elétrica ocasionando em mercadoria estragada, o seguro ajuda a cobrir os prejuízos em relação aos produtos e equipamentos que foram danificados.

Crise deixou indústria mais cautelosa

A instabilidade da economia brasileira nos últimos anos deixou empresários mais atentos aos riscos de perder dinheiro. Os momentos de crise são conhecidos pela mudança de comportamento, visando mais segurança e estabilidade para desenvolver suas atividades até mesmo nos momentos mais incertos.

“A crise que chegou ao Brasil nos últimos anos fez com que muitos empresários buscassem medidas para evitar o prejuízo”, afirma Maleh. “Por isso a modalidade de ter um seguro que atende as principais necessidades das pessoas jurídicas se tornou mais popular”, continua o executivo. Ou seja, se antes o seguro era considerado uma medida preventiva, atualmente ele é visto pelos empresários como uma medida necessária para garantir a existência saudável do empreendimento.

Para encontrar a melhor opção de seguro para a sua empresa, é muito importante pensar em quais são as suas necessidades. Ao buscar por uma apólice, devem ser analisadas as vantagens e as coberturas previstas em contrato. Afinal, o seguro para empresas não se trata apenas de proteger o patrimônio, mas também todos os trabalhadores envolvidos.

Porém não são todas as empresas que conseguem contratar um seguro. Diversas delas, com atividades de maior risco para as seguradoras, enfrentam dificuldades na aceitação precisando assim de uma ajuda especializada na hora da contratação.

Fonte: Segs

Força-tarefa cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra o roubo de cargas na região

Uma operação do Ministério Público Estadual e das polícias Civil e Militar cumpre na manhã desta quarta-feira (11) 17 mandados de prisão temporária, 22 mandados de busca e apreensão e 22 de apreensão de veículos em uma investigação contra o roubo de cargas em sete cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP).

De acordo com a força-tarefa, entre os alvos da “Operação Vidocq” estão dois policiais militares, um policial civil e um guarda municipal. Segundo as investigações, o grupo abordava as vítimas de roubo simulando blitz da Polícia Militar Rodoviária, inclusive, com uso de fardas.

A primeira parcial divulgada pelas autoridades aponta 11 presos e apreensões de veículos, placas e adesivos com números de placas, além de dinheiro e fardas.

Os presos e o material apreendido estão sendo levados para a sede do Ministério Público na Cidade Judiciária, em Campinas. Após depoimentos, os suspeitos serão levados para a 2ª Delegacia Seccional da cidade.

A operação é comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Batalhão de Operações de Polícia (Baep) e as corregedorias das polícias Civil e Militar.

Os alvos da força-tarefa são nos municípios de Campinas, Hortolândia (SP), Sumaré (SP), Paulínia (SP), Nova Odessa (SP), Artur Nogueira (SP) e Cosmópolis (SP).

Fonte: G1

Polícia faz operação para prender quadrilha suspeita de roubar R$ 10 milhões em cargas

Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira (4) em cidades do Paraná e de Santa Catarina na Operação Cacau Seguro, que investiga uma quadrilha suspeita de roubar R$ 10 milhões em cargas. Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão e outros seis de busca e apreensão.

Um dos alvos da operação já estava preso numa penitenciária de Santa Catarina e era fugitivo da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). Quatro suspeitos estão foragidos, segundo a polícia.

Cerca de 30 policiais participaram da ação, que ocorreu em Curitiba; em Pontal do Paraná e em Paranaguá, no litoral do Paraná; e em Joinville, em Santa Catarina.

Durante a manhã desta quarta, os policiais apreenderam duas armas; cinco carros, entre eles, um de luxo avaliado em mais R$ 300 mil; cinco caminhões; duas motocicletas de luxo, avaliadas em R$ 115 mil; além de telefones celulares.

A investigação começou após o roubo, em outubro de 2017, de quatro caminhões carregados de chocolate, avaliados em R$ 750 mil, do pátio de uma transportadora em Curitiba. Daí, surgiu o nome da operação. Uma parte dessa carga foi recuperada em Itajaí.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, responsável pela operação, os suspeitos são investigados por ao menos cinco assaltos a caminhões carregados em um período de quatro meses – entre outubro de 2017 e fevereiro deste ano.

Todos os crimes, conforme as investigações, foram praticados de forma semelhante e com índicios consistentes de participação do mesmo grupo.

Eles vão responder por associação criminosa, roubo majorado, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e uso de documento falso.

Participam da ação policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, da Furtos e Roubos de Curitiba e agentes de segurança de Joinville e de Florianópolis, em Santa Catarina.

O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil do Paraná também deu apoio à operação.

Fonte: G1

Casos de sucesso mostram como tecnologia impulsiona PMEs

A busca por eficiência nos negócios está mais diretamente ligada à tecnologia do que nunca. Seja reduzindo custos, seja se comunicando melhor com clientes e fornecedores ou aumentando a produtividade, os casos de sucesso no mundo empresarial comprovam que estar atualizado com as inovações – cada vez mais rápidas e surpreendentes – faz a diferença para se manter competitivo.

Cerca de 40% das pequenas e médias empresas (PMEs) veem a participação na esfera digital como elemento decisivo para seu sucesso em um período de até cinco anos, segundo pesquisa da consultoria IDC. No entanto, por ser um terreno bastante especializado, a tecnologia pode trazer preocupações para quem é empreendedor. Essa é a hora de buscar um parceiro para trazer soluções com segurança e confiabilidade.

Expansão planejada

A Padaria Real, de Sorocaba (SP), é um exemplo disso. Criada em 1957, a empresa cresceu muito nos últimos anos devido à informatização. A expansão, foi preciso aprimorar algumas das ferramentas usadas para a operação. “Necessitávamos interligar as lojas usando novas tecnologias, novas ferramentas mais eficazes”, diz Rosângela Proença, responsável pela TI da padaria.

A maior dificuldade estava no uso dos e-mails. Álvaro Wachtler, administrador da Padaria Real, lembra que os funcionários tinham dificuldade com as quedas constantes no serviço, além das perdas de informações decorrentes disso.

A solução chegou por meio da Combina, empresa especializada em produtos para a nuvem. Aparceira da Microsoft levou à Padaria Real o Office 365 Business Premium, versão do pacote Office voltado para pequenas empresas. Além do serviço de e-mail, a empresa passou a usar o sistema OneDrive para transferir o armazenamento de arquivos dos notebooks para a nuvem.

“Uma das nossas preocupações era a migração da conta anterior”, relembra Rosângela. “Tínhamos bastante medo de perder essas informações, mas a mudança foi muito mais tranquila do que a gente imaginava, a implementação foi perfeita”, afirma ela, que destaca a estabilidade e a segurança como os principais ganhos com os novos sistemas.

O cuidado com segurança é fundamental para os empreendedores das PMEs. Os pequenos negócios são alvo de 43% dos ciberataques no mundo, de acordo com um estudo publicado no Harvard Business Review. No Brasil, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), esse número pode chegar a 63%. Por isso, especialistas indicam que o melhor é investir em ferramentas protegidas por default, como é o Office 365.

Redução de custos

A nuvem já é uma realidade para as empresas de todos os portes. Ela é o espaço virtual onde se armazenam e organizam dados e se utilizam softwares, sendo o passo adiante dos servidores físicos e HDs que dominavam os ambientes de TI até alguns anos atrás. A previsão é que os investimentos nas estruturas em nuvem cheguem a US$ 71 bilhões daqui a dois anos, contra cerca de metade disso até um ano atrás.

Pelas inúmeras possibilidades que ela apresenta, é importante o empreendedor ter em mente os problemas que ele pretende resolver com a nuvem. No caso da Destilaria Santa Inês (DSI), localizada em Sertãozinho (SP), a demanda era acabar com a defasagem de equipamentos e a necessidade de manutenção constante nos servidores físicos. A LGTi, empresa que presta serviços de infraestrutura, encontrou a solução no Azure, plataforma da Microsoft destinada à execução de aplicativos e serviços usando o armazenamento em nuvem.

De acordo com Tiago Remoto, diretor da LGTi, a maior dificuldade foi convencer a diretoria da DSI de que a nuvem era tão ou mais segura e confiável do que os servidores físicos. Mesmo assim, o sinal verde foi dado. “Levantamos necessidades, criamos o ambiente e a migração ocorreu de forma transparente em duas semanas”, afirma Remoto.

Segundo o gerente administrativo da DSI, Rodrigo Pontes Brás, a entrada na nuvem levou à empresa uma economia de 25% no departamento de TI, podendo chegar a 40% em custos indiretos, como manutenção e energia. “Estamos mais robustos e mais baratos”, diz.

Fonte: Estadão

São Paulo planeja adotar cadastro prévio para combater roubo de celular

A Secretaria da Segurança de São Paulo planeja passar a adotar um sistema de cadastro prévio de celulares para combater o roubo e o furto desse tipo de equipamento.

O novo modelo, ainda em fase de planejamento, permitiria ao cidadão cadastrar o seu aparelho em um site, com informações pessoais e de identificação do celular, para facilitar o bloqueio e a devolução em caso de recuperação do objeto pela polícia.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 23, pelo secretário da Segurança do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho. Segundo ele, a inspiração é o programa Alerta Celular, criado pela Secretaria da Segurança do Estado de Pernambuco.

“Tivemos um encontro de secretários em que isso foi mostrado. É bem simples de ser feito e tem um resultado realmente positivo”, disse Mágino. Técnicos da pasta paulista estão em contato com os criadores do programa pernambucano para buscar informações sobre como implementar o programa.

São Paulo já possui um sistema que permite o bloqueio do IMEI (número de identificação do celular) em caso de crime. A vítima, no boletim de ocorrência, tem de informar esse dado de identificação para que a pasta realize o bloqueio junto à Anatel. Em muitos casos, as vítimas não se recordam desse número, o que impossibilita o bloqueio. A solução, então, seria realizar um cadastro prévio.

Em setembro do ano passado, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que metade das ruas da cidade de São Paulo teve ao menos um roubo de celular registrado do início de 2016 até agosto de 2017.

Foram cerca de 32 mil ruas afetadas por mais de 208 mil ocorrências de um dos crimes que atingem o morador da capital com mais frequência. Ainda que a região central tenha tido a maior incidência, o roubo do aparelho passou a ser considerado “democrático” por especialistas: deixou de ser característico de uma zona e hoje é notado em vias de todas as partes da cidade.

Para pesquisar no mapa abaixo, clique na lupa, insira o endereço (com número), digite “, São Paulo” e em seguida tecle enter. Por exemplo: “Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55, São Paulo”.

“O cidadão com seu celular vai e faz o cadastro (com os dados pessoais). Em caso de roubo ou furto, ele informa o caso em um ícone no mesmo sistema, o que permite que haja acompanhamento pelas forças de segurança”, disse Mágino.

O secretário lembrou que não deixar de ser necessário o registro do boletim de ocorrência. Com a identificação em mãos, a polícia poderia devolver o aparelho ao dono em caso de recuperação.

“Isso não requer uma tecnologia extraordinária, mas requer um engajamento do cidadão para que o cadastro seja realizado”, acrescentou o secretário de São Paulo. De acordo com ele, a análise feita no momento é para adaptação à realidade populacional do Estado.

Enquanto Pernambuco tem cerca de 9 milhões de habitantes, São Paulo tem 45 milhões. A pasta planeja que ainda neste ano o novo sistema seja adotado.

Carnaval
As informações foram divulgadas nesta sexta, dia em que também se tornaram públicos os dados da criminalidade durante o mês de fevereiro. Mágino aproveitou para destacar que a taxa de furtos de celular por 100 mil foliões durante os festejos do carnaval na capital caiu de 168 para 93.

A taxa foi elaborada pela secretaria, que não informou o número absoluto de furtos, esclarecendo que houve crescimento no total, mas como havia mais foliões no feriado, a taxa foi reduzida.

A reportagem questionou o método usado para estimar o público no carnaval, e a pasta informou ter usado o número elaborado pela Prefeitura. A gestão do prefeito João Doria (PSDB) havia informado que, nos quatro dias de carnaval, cerca de cinco milhões de pessoas aproveitaram a festa na cidade. No comunicado em que divulgou a estimativa, a Prefeitura não informou como chegou ao número de foliões.

Durante o mês de fevereiro no Estado, o número de furtos subiram 8,7%, chegando a 46,1 mil casos. Na capital, o aumento foi maior: 24,7%, passando de 18,3 mil para 22,8 mil. Na Grande São Paulo, a alta nesse tipo de crime foi de 1,8%. No interior, os furtos tiveram queda de 4,7%, chegando a 18,8 mil em fevereiro.

O secretário citou Nova York para dizer que o furto de celular, por exemplo, é um tipo de crime comum até em cidades seguras. “Aglomerações propiciam esse tipo de ação delituosa, isso acontece em qualquer parte do mundo inclusive. Se você for para Nova York, você vai ver…Nova York é conhecida pela tranquilidade, pela política de segurança. Você vai ver em Times Square placas avisando cuidado porque você na aglomeração ser vítima de uma subtração.”

Fonte: EXAME

Em anteprojeto de lei, delegado defende reforço no combate ao crime de receptação para diminuir roubos de carga

O delegado Hilton Alonso — que esteve à frente da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e atualmente é titular da 23ª DP (Méier) — é autor de um anteprojeto de lei que defende o reforço no combate ao crime de receptação como forma de diminuir os roubos de carga no Rio. A proposta foi protocolada pelo deputado federal Índio da Costa (PSD).

No anteprojeto, Hilton destaca que o Brasil, segundo o Joint Cargo Committee, é o oitavo país em que é mais perigoso transportar carga e que, entre 2011 e 2016, o número de crimes desse tipo subiu 86% no país.

Somente no Estado do Rio, diz um trecho da proposta, foram 10.599 roubos de cargas em 2017, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). O número representa um aumento de 7,3% em comparação a 2016. O prejuízo chegou a R$ 607,1 milhões, aponta o estudo “O impacto econômico do roubo de cargas no estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema Firjan.

Hilton frisou também que o dinheiro obtido com o roubo de cargas alimenta outras atividades criminosas, entre elas o tráfico de drogas. “Assim, novas medidas para o enfrentamento deste delito que assola o país tornam-se indispensáveis, destacando-se, dentre elas, o combate ao crime de receptação dos produtos roubados, que atualmente vem sendo feito de forma precária, por falta de meios legais mais efetivos”, destacou o delegado.

Para que o combate ao delito se torne eficaz, “é necessário o presente projeto referente à inclusão do(s) número(s) de lote(s) dos produtos nas Notas Fiscais de saída dos produtos”, alega Hilton, completando: “O presente projeto visa além da repressão ao crime de receptação, o combate à sonegação e evasão fiscal, já que a fiscalização seria mais efetiva com a existência de tais dados nas notas fiscais dos produtos. Observa-se que hoje em dia as NF apenas descrevem os produtos, quantidade e valor, o que facilita a mescla de produtos lícitos e ilícitos em qualquer empresa que possua uma NF do referido produto, sendo impossível a distinção dos produtos”.

Fonte: Extra

Ribeirão Preto: PM frustra roubo de R$ 160 mil em cosméticos

A PM (Polícia Militar) interceptou uma quadrilha na manhã desta quarta-feira (21) e evitou um roubo de carga de cosméticos avaliada em R$ 160 mil na rodovia Anhanguera (SP-330), em Ribeirão Preto. Pai e filho foram feitos reféns. Dois suspeitos foram presos e outros três conseguiram fugir.

O sargento da Força Tática da PM Marcelo Luciano Moreira disse à EPTV que cinco homens em um Chevrolet Celta preto renderem pai e filho que transportavam a carga no furgão próximo a um retorno para Sertãozinho.

O passageiro foi sequestrado e colocado no carro com dois assaltantes, que seguiram com a vítima no sentido a São Paulo. Aproximadamente uma hora depois, ele foi liberado no Jardim Aeroporto, na zona Norte.

Já outros três seguiram no furgão com o motorista e somente foram abordados após baterem o veículo contra um caminhão na avenida Brasil, também na região Norte. Após o acidente, dois foram presos e o terceiro conseguiu fugir a pé.

Um revólver falso foi apreendido com os suspeitos. “Sabemos dessa quadrilha, que pratica roubo de carga sempre, principalmente nas imediações da rodovia Anhanguera”, declarou o sargento.

No início desta tarde, a PM ainda fazia buscas pelos suspeitos que fugiram no carro e o que deixou o local a pé.

ACidade ON procurou, por meio do telefone, o major da PM Marco Aurélio Gritti, responsável pela área da ocorrência, mas ele se recusou a conceder entrevista devido a uma charge publicada pelo jornal A Cidade na edição do último domingo (18) que, de acordo com o oficial, é contrária ao trabalho desenvolvido pela Polícia Militar.

Fonte: ACidade ON

Transportadoras de Americana (SP) recusam fretes para o Rio de Janeiro

O alto índice de roubo de cargas no Rio de Janeiro tem feito com que transportadoras de Americana evitem entregas que tenham o território fluminense como destino. Nem mesmo a recente intervenção militar foi capaz de diminuir a sensação de insegurança. Uma das saídas encontradas para atender os clientes é levar os produtos para centros de distribuição que ficam fora da capital e programar a retirada. Em último caso – último mesmo -, as empresas do ramo pedem uma contrapartida para que risco seja reduzido.

“Tem recusa e a pouca carga que não existe recusa, tem que trabalhar com gerenciamento de risco muito forte, pesado mesmo. Às vezes, não é nem questão de escolta. Tem o fato de que alguns motoristas não querem mais viajar para o Rio de Janeiro. Uma coisa vai puxando a outra”, afirmou José Alberto Panzan, proprietário de uma das principais transportadoras com sede em Americana e presidente do Sindicamp (Sindicado das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região).

RECORDE. O roubo de cargas no Estado do Rio de Janeiro bateu recorde no ano passado, com aumento de 7,3%. Passou de 9.874 ocorrências em 2016 para 10.599 em 2017, segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública). Foram quase 30 roubos por dia. Mais de um por hora. De acordo com estimativas da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o prejuízo com esse tipo de crime em 2017 foi de R$ 607,1 milhões.

Fonte: O Liberal

Indústria brasileira gasta mais com segurança do que com pesquisa, diz CNI

Indústria gasta mais em segurança do que com pequisa e desenvolvimento, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a confederação, no ano passado, foram gastos cerca de R$ 30 bilhões com segurança, enquanto, com pesquisa, foram gastos R$ 12,5 bilhões, de acordo com os últimos dados disponíveis, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2015.

“É uma despesa que está fora do lugar”, diz o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “As empresas estão tendo perdas com segurança pública no Brasil, com perda de mercadorias, com a necessidade de gastar mais com segurança. O conjunto das despesas faz com que a CNI estime que se gasta mais em segurança pública que em pesquisa e desenvolvimento”, acrescenta.

De acordo com a CNI, em 2017, a indústria de transformação teve que gastar R$ 30 bilhões devido à roubos, furtos, vandalismos, além de gastos com seguro e segurança privada. Com pesquisa e desenvolvimento, todos os ramos da indústria, incluídas também a indústria extrativa e da construção civil, gastaram R$ 12,5 bilhões, em 2015, segundo o IBGE.

Hoje (5), a CNI divulgou o Mapa Estratégico da Indústria 2018–2022, que traz uma agenda para o próximo governo, que será eleito em outubro. O documento listou 11 fatores-chave para aumentar a competitividade e promover o crescimento sustentado da economia nos próximos quatro anos, elaborado com base em sugestões de empresários. A segurança pública é um desses fatores.

De acordo com a pesquisa, para 12% dos empresários, a segurança pública afeta muito na hora de investir e escolher a localização da empresa. Outros 23% disseram que afeta moderadamente a decisão de investimento, em termos da localização. Para 33% afeta pouco; para 25% não afeta. Outros 7% não responderam. Para a CNI, o resultado mostra que localizações mais eficientes, perto da fonte das matérias-primas ou do consumidor, são desconsideradas devido à insegurança, o que aumenta o custo de produção.

A CNI diz que a baixa qualidade da segurança pública faz com que as pessoas paguem duas vezes, primeiro em impostos e depois em segurança privada. Um impacto indireto é a redução da produtividade dos trabalhadores. “A ansiedade em relação à própria segurança e à de sua família prejudica o aprendizado e a concentração dos trabalhadores, além de gerar atrasos e até mesmo ausências do trabalho”, diz o estudo.

A intervenção federal no Rio de Janeiro colocou em evidência a segurança pública no país e o debate sobre a necessidade ou não de maior presença do governo federal nos demais entes federativos. Para a CNI, a melhoria da segurança pública “deve resultar em maior qualidade de vida e um ambiente mais favorável à atividade econômica”, diz o relatório.

A confederação recomenda ao novo governo o estímulo a criação de um plano nacional de segurança pública; estímulo à criação de sistema nacional de informações de segurança, com dados padronizados e disponíveis à sociedade; e, promoção do combate à pirataria e à venda de produtos roubados.

Fonte: Agência Brasil