Polícia prende responsáveis pelo maior furto de combustíveis do Amazonas

Uma quadrilha especializada no furto de combustíveis de embarcações foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Amazonas na manhã da última terça-feira (06/02). Com o furto de 640 mil litros de gasolina, apenas em outubro, o prejuízo gerado pelos criminosos foi de R$ 3 milhões. Trata-se do maior desvios de combustíveis já registrado no estado, segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

Quatro mandados de prisão preventiva e temporária foram cumpridos com a deflagração da Operação Alfeu. Durante a ação, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil amazonense, o combustível foi furtado, sempre na madrugada, durante três dias, de uma balsa atracada em um porto de uma transportadora, e deslocado em pequenas embarcações. Um vigilante da empresa de transporte aquaviário foi cooptado e saía do local no momento que os criminosos agiam. Segundo a investigação, ele recebeu R$ 1.500 para fazer vista-grossa para os criminosos.

A quadrilha furtou a carga de combustível antes que ela fosse transportada para Santarém e Itaituba, no Pará e o desvio só foi percebido quando os trabalhadores da empresa de navegação abriram a balsa e detectaram que a carga estava incompleta.

O esquema

Segundo a Polícia, dois barcos do tipo ‘bajara’ – embarcações amazônicas de pequeno porte– se aproximaram da balsa para que os criminosos retirassem a gasolina do reservatório e a transferissem para os barcos. Logo em seguida, os criminosos colocavam água nas boias da balsa para que a embarcação permanecesse no mesmo nível e evitar a detecção do golpe.

O delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) e responsável pela investigação, afirma que parte da gasolina furtada foi utilizada para abastecer postos de combustíveis flutuantes, os chamados ‘pontões’.

Tanto o Pontão Bons Amigos, na orla do Porto da Ceasa, na zona leste de Manaus, quanto o “Pontão” Rio Negro, além de moradores e um garimpo na região de Manicoré, se utilizaram do combustível furtado.

Para o Sindarma, que ajudou nas investigações, a prisão da quadrilha representa um marco no combate ao desvio de combustíveis transportados via navegação aquaviária. Como o JOTA já noticiou, os furtos e roubos de cargas e combustíveis nos rios da região geram um prejuízo anual de mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos e às empresas.

“As quadrilhas que furtam e roubam combustíveis nos rios da região têm atuado com frequência. A ação criminosa gera prejuízos para empresas e transportadoras, além de fomentar um comércio ilegal de combustíveis, que gera sonegação de impostos e outros tipos de crimes. A atuação da polícia ao combater o maior furto de combustível registrado no Amazonas é importante e inibirá a prática criminosa”, afirma Galdino Alencar Júnior, presidente do Sindarma.

Fonte: Jota

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