Polícia reabre inquérito para apurar roubo milionário de carga de celulares em Viracopos

A Polícia Civil reabriu o inquérito para apurar o roubo de uma carga de celulares avaliada em R$ 3,9 milhões, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em outubro de 2012.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), a investigação foi retomada após a suspeita de que um dos homens presos por conta de um assalto a banco em Uberaba (MG) no mês de junho estava envolvido no crime.

O objetivo da Polícia Civil é apurar se mais pessoas participaram do roubo no terminal de Campinas (SP) há sete anos.

O caso foi investigado pela Delegacia de Viracopos e o inquérito foi relatado em 2016 com o indiciamento de um suspeito por roubo qualificado. “Todas as circunstâncias serão analisadas pela equipe de investigação”, diz a nota da pasta estadual.

O roubo

No dia 23 de outubro de 2012, um grupo armado com metralhadoras e pistolas invadiu o aeroporto e roubou uma carga de produtos da fabricante Apple avaliada em R$ 3,9 milhões.

À época, a Polícia Civil informou que oito funcionários e vigilantes do galpão da companhia aérea TAM Cargo foram rendidos durante a ação, antes dos ladrões fugirem com 12 lotes carregados de iPhones e iPads.

Fonte: G1

Sem manutenção, infraestrutura do país é corroída pelo tempo

Durante anos, o trecho ferroviário entre Santos e Cajati, no Vale do Ribeira, foi usado como importante corredor para o transporte de carga e de passageiros. Com o decorrer dos anos, a falta de manutenção – e a desativação do ramal – devastou os trilhos. O mato tomou conta da ferrovia, os dormentes apodreceram e os vagões abandonados estão sendo corroído pela ferrugem. Na BR-010, no Pará, o cenário é semelhante, com a diferença de que a estrada está em operação. Crateras no acostamento e a má qualidade do pavimento ameaçam a vida dos motoristas que passam por ali – resultado da falta de manutenção da rodovia.

Os dois exemplos são prática comum Brasil afora. Nos últimos anos, o País não só tem investido menos que o necessário para expandir a infraestrutura como não consegue manter os ativos existentes. O resultado é a deterioração de rodovias, ferrovias, pontes, viadutos, sistema de transporte urbano e saneamento básico.
Estudo do economista, Claudio Frischtak, presidente da consultoria InterB, mostra que o estoque de tudo que já foi investido em infraestrutura despencou de quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) na década de 80 para 36,3% no ano passado. Na prática, esses números indicam que os ativos estão se deteriorando com o baixo volume de investimentos e perdendo valor.

Segundo o trabalho, parte significativa da infraestrutura brasileira tem entre 30 e 40 anos e baixo nível de manutenção, o que se traduz em perdas de eficiência, elevado custo de operação e risco de integridade física. O razoável, diz Frischtak, seria o País alcançar a marca de 60% do PIB em estoque de infraestrutura. Em países com economia mais madura o porcentual varia entre 65% e 85% do PIB.

Saneamento

“Não estamos falando em investir para chegar ao nível de Japão e Finlândia. Estamos falando em investir na cobertura de serviços básicos como água e esgoto”, diz o economista. Pelos dados de Frischtak, entre 2001 e 2017, o Brasil investiu, em média, 0,18% do PIB em saneamento enquanto o ideal seria 0,45% ao ano. Esse hiato de investimento se reflete em números alarmantes: atualmente, 100 milhões de brasileiros não têm acesso a rede de esgoto e 35 milhões não são abastecidos com água potável. “Há uma carência muito grande de investimentos e ainda assim não vemos nada muito significativo sendo feito. É muito preocupante”, diz Marina Aidar, advogada do escritório Vieira Resende.

Além de a expansão desses serviços serem lentos, a estrutura atual não recebe manutenção adequada. Uma pesquisa recente do Instituto Trata Brasil mostra que 38,3% de toda água potável, tratada e pronta para ser distribuída, se perde pelo caminho especialmente por causa de vazamentos e dos chamados “gatos”. “Com a falta de investimentos, o sistema envelhece e o volume de vazamento aumenta”, afirma o sócio da GO Associados Pedro Scazufca, consultor técnico do estudo.

Rodovias Esquecidas. No setor de transporte, a situação segue o mesmo caminho. Entre 2001 e 2017, segundo Frischtak, o investimento médio foi de 0,67% do PIB por ano enquanto o ideal seria 2%. A pior situação é verificada nas estradas, cuja qualidade vem se deteriorando nos últimos anos por causa dos baixos investimentos. Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), com os 15 piores trechos rodoviários, exemplifica bem essa realidade.

Intitulado “Rodovias Esquecidas do Brasil”, o trabalho mostra que, nessas estradas, o investimento médio por quilômetro equivale a R$ 66,51 mil por ano enquanto a média nacional é de R$ 144,27 mil. O pior resultado foi verificado na ligação Marabá – Dom Eliseu, no Pará. Essa ligação obteve a menor parcela dos investimentos, de apenas R$ 32,19 milhões nos 14 anos considerados, entre 2004 e 2017.

“Essas rodovias recebem menos recursos que o mínimo previsto para fazer a manutenção. Por isso, não conseguem ter melhora na sua qualidade”, afirma o diretor executivo da CNT, Bruno Batista. Segundo ele, um dos principais problema é que os governos se preocupam mais em construir do que em manter os ativos. “A questão é que o investimento feito no passado está se deteriorando. Pior: a despesa gerada pela infraestrutura ruim já é maior que o investimento feito nas estradas.”

Ele se refere ao custo hospitalares e a sobrecarga na Previdência com os acidentes rodoviários. Em 2017, destaca o executivo, o Brasil investiu R$ 7,9 bilhões nas rodovias federais. O custo com os acidentes foi de R$ 11 bilhões. “Não é uma lógica muito inteligente.”

Fonte: Estadão

Caminhoneiro registra roubo de carga de 45 mil litros de etanol na SP-425, em Martinópolis

Um caminhoneiro, de 33 anos, acionou a polícia e registrou um roubo de carga, em Martinópolis. Ele trafegava pela Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) com um caminhão carregado com aproximadamente 45 mil litros de etanol, quando, por volta das 19h desta quarta-feira (3), foi abordado por bandidos armados.

A vítima contou aos policiais que conduzia o conjunto de veículos carregado com aproximadamente 45 mil litros de etanol. Ele saiu de uma usina, em Parapuã, e seguia com destino a São Paulo (SP) pela SP-425, até que sentiu uma falha no funcionamento do veículo.

Com o caminhão ainda em movimento, o motorista foi rendido por indivíduos armados que o obrigaram a parar.

Em seguida, o homem foi levado para a parte de trás da cabine e, tempos depois, foi mantido refém em um matagal, onde permaneceu por horas.

Após ser libertado, por volta da 0h30 desta quinta-feira (4), caminhou até a Penitenciária de Martinópolis, onde conseguiu acionar a Polícia Militar Rodoviária.

A equipe, com apoio do policiamento de área da PM de Martinópolis, realizou patrulhamento nas imediações e às 2h30 localizou o conjunto de veículos abandonado no km 407 da SP-425 quilômetro.

O veículo estava sem a carga, com as portas abertas e as chaves no contato.

O caso foi apresentado na Delegacia da Polícia Civil e deve ser investigado.

Fonte: G1

Polícia Civil faz operação para prender quadrilha especializada no roubo de motos na Fernão Dias

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagraram na manhã desta quinta-feira (27) uma operação para desarticular uma quadrilha especializada no roubo de motocicletas de grande porte na Rodovia Fernão Dias, entre as cidades de São Paulo e Guarulhos.

A Operação Alta Cilindrada cumpre cinco mandados de prisões e oito de busca e apreensão. Até as 7h40, três pessoas tinham sido presas.

De acordo com a polícia, integrantes da quadrilha atuavam com violência durante os ataques. Cerca de 60 policiais participam da operação.

Fonte: G1

Criminosos rendem caminhoneiro e roubam carga avaliada em mais de R$ 370 mil

Um motorista de caminhão foi rendido por dois criminosos enquanto dormia em um posto de combustíveis, na madrugada desta quinta-feira (20), na BR-153, em Ourinhos (SP). Eles fugiram levando toda a carga do caminhão, avaliada em mais de R$ 370 mil.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os bandidos quebraram o vidro da cabine e renderam o motorista. O caminhão estava estacionado em um posto de combustíveis no quilômetro 322. Ele foi mantido refém até que um outro caminhão estacionou ao lado e fez todo o transbordo da carga.

Em seguida, os suspeitos abandonaram o motorista em um canavial a cerca de quatro quilômetros de onde ocorreu o roubo e fugiram com a carga. Apesar do susto, ele não ficou ferido.

Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, a quadrilha é especializada neste tipo de crime, pois escolheu um estabelecimento que não possui câmeras de segurança. A polícia acredita que pelo menos seis criminosos tenham participado da ação.

Fonte: G1

RIO Polícia prende suspeitos de integrar quadrilha especializada em roubo de cargas no Rio

 

Policiais prenderam, na manhã desta quinta-feira (30), dois homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de cargas. O caso aconteceu na Linha Vermelha, sentido Rodovia Presidente Dutra, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Caio Cezar Silva Salomão e Ygor Moacyr Gonçalves de Farias foram capturados na altura da casa de festas Via Show.

Segundo informações da 64ª DP (São João de Meriti), o carro em que a quadrilha estava fechou um veículo de cargas e anunciou o assalto. Policiais que estavam fazendo patrulhamento na região abordaram o grupo. Houve perseguição e troca de tiros.

Três suspeitos conseguiram fugir e um deles levou a mercadoria e a vítima até o Complexo do Alemão, na Zona Norte, onde o refém foi liberado após o recolhimento da carga.

Ainda segundo a polícia, a organização criminosa especializada em roubo de cargas aborda veículos com cigarros nas vias expressas e levam as vítimas para as comunidades do Complexo do Alemão e Complexo da Penha.

A corporação afirma que cada roubo gera em torno de R$ 30 mil para a organização criminosa.

Carreta roubada na Rodovia Presidente Dutra

Mais um veículo de carga foi roubado na tarde desta quinta-feira (30). O assalto aconteceu na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Paracambi, na Baixada Fluminense.

De acordo com o dono da transportadora que teve a carreta roubada, o veículo foi levado para a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na Zona Norte.

Para localizar a carga, o empresário informou que fretou um helicóptero, que foi alvo de tiros de suspeitos.

Fonte: G1

Em abril, região de Piracicaba reduz homicídios, roubos e furtos em geral

A região de Piracicaba finalizou o mês de abril com reduções nos casos e vítimas de homicídio doloso, além de diminuição nas ocorrências de estupros, roubos em geral, de veículo e de carga e nos furtos em geral e de veículo.

A quantidade de casos de mortes intencionais caiu 23,8%, passando de 21 para 16 na comparação com abril do ano passado. O total é o menor número da série histórica, ao lado de 2008.

Indicadores

O indicador de vítimas de homicídios dolosos recuou em 30,4%. Foram contabilizadas 16 vítimas em abril deste ano, ante 23 em igual período do ano anterior. O total também é o menor número da série histórica, ao lado de 2008.

Com as reduções, as taxas dos últimos 12 meses (de maio de 2018 a abril de 2019) caíram para 5,61 casos e 5,76 vítimas de homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes.

A região não registrou ocorrências de latrocínio no mês. Em abril do ano passado, houve dois casos com duas vítimas. Os estupros registraram queda de 4,8% em abril, com três casos a menos (de 63 para 60).

Furtos e roubos

Os roubos em geral diminuíram 18,7%. Foram 745 em abril do ano passado e 606 em igual mês de 2019 – 139 casos a menos. É o menor número da série histórica.

Já os roubos de veículos apresentaram redução de 8,9% no mês. Passaram de 158 para 144. É o menor número da série histórica. A região não registrou ocorrências de roubo a banco no quarto mês do ano, assim como em igual período de 2018.

Houve um recuo de 37,2% nos roubos de carga em abril, com 16 casos a menos que o mesmo mês do ano anterior. A quantidade passou de 43 para 27. Os furtos em geral tiveram queda de 8,9% (de 2.507 para 2.283) no mês – menos 224 casos. É o menor número da série histórica.

Os furtos de veículos caíram 25,7%, passando de 587 para 436, ou seja, 151 a menos em abril deste ano. As extorsões mediante sequestro ficaram zeradas, assim como em abril de 2018.

Trabalho policial

O trabalho realizado pelas três polícias resultou em 1.339 prisões realizadas ao longo do mês. No mesmo período, 105 armas de fogo foram retiradas das ruas e 506 flagrantes de tráfico de drogas foram registrados. Vale destacar que, no mês de abril, o Estado de São Paulo atingiu a menor taxa de homicídios da série histórica.

Fonte: Portal São Paulo

Polícia prende três homens e fecha desmanche em Osasco

 

A Polícia Civil prendeu três mecânicos em um galpão que funcionava como desmanche em Osasco, na Grande São Paulo. O prédio, que foi fechado pelos policiais, está localizado uma área industrial da cidade e foi alugado por uma quadrilha especializada no crime.

De acordo com a polícia, os criminosos faziam o “roubo dois em um”: eles levavam a carga, e o veículo seguia para o desmanche. Os homens presos disseram que conseguiam desmontar um caminhão roubado em apenas cinco horas.

No local, os investigadores encontraram ferramentas, latarias e muitas peças, como tanques de combustível. Um dos veículos localizados havia sido roubado no Jaçanã, Zona Norte da capital, no dia 10 de maio.

Os policiais chegaram até o galpão investigando o roubo de cargas e caminhões nas estradas. A quadrilha agia na Rodovia Dom Pedro I, em Campinas, na área da Via Dutra, que liga a capital ao Vale do Paraíba.

O delegado Marcio Mathias, da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), lembra que o comércio irregular de peças financia a atuação de grupos como este.

“É um ciclo vicioso. Aquele que compra também passa a se tornar um criminoso e fomenta o crime, ou seja, continua a ocorrer os roubos para existir o comércio irregular das peças”.

Fonte: G1

Em Anápolis, homem é preso suspeito de roubar carga avaliada em R$ 1 milhão

Um homem foi preso, nesta terça-feira (7), suspeito de roubar uma carreta com carga avaliada em R$ 1 milhão. Ele foi interceptado por policiais civis, em Anápolis, próximo ao trevo de Gameleira, quando conduzia um caminhão carregado com 35 toneladas de cobre e alumínio.

Segundo informações da Polícia Civil (PC), Gabriel Gonçalves Costa, de 22 anos, conduzia a carreta quando uma equipe tentou abordá-lo, mas o suspeito ignorou a ordem de parada e fugiu. Os policiais civis seguiram o caminhão até o trevo de Gameleira, quando foi dada nova ordem de parada. Neste momento, três homens em um outro veículo apareceram atirando, mas fugiram. Em seguida, o motorista da carreta foi preso.

De acordo com a corporação, a carreta havia sido tomada de Emerson Chojnacki, de 47 anos, em Uruaçu. Mas a vítima foi encontrada amarrada às margens de uma rodovia, a mais de 217 quilômetros do local do crime, em Brazlândia, no Distrito Federal, local onde registrou ocorrência. A carreta foi carregada em uma empresa de Marabá, no Pará, e tinha como destino a cidade de São Paulo.

Depois de ser ouvido, Gabriel foi autuado em flagrante por roubo com uso de arma e restrição de liberdade da vítima. Caso será investigado pelo delegado Éder Martins, da 5ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP) de Anápolis, para identificar os outros suspeitos.

Fonte: Maisgoiais

Crime violento cai 57% em SP; Itanhaém é a pior e Vinhedo, a melhor

São Paulo — O risco de sofrer um crime violento caiu em 79 dos 139 municípios paulistas (57%) com população maior que 50 mil habitantes. É o que mostra o Índice de Exposição à Criminalidade Violenta (IECV), produzido pelo Instituto Sou da Paz, com base nos indicadores oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

De acordo com a edição mais recente, referente ao ano de 2018, e divulgada agora com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, O Estado paulista Paulo tem um novo município mais violento: Itanhaém, na Baixada Santista.

A cidade onde o risco de sofrer um crime é considerado menor é Vinhedo, perto de Campinas, no interior. O que separa a cidade mais violenta da menos violenta do Estado são 25 homicídios, 732 roubos e 52 estupros.

A diminuição geral do índice do Estado no ano passado pode ser atribuída à continuidade na queda do patamar de homicídios e à redução da quantidade de roubos totais, o que inclui roubos a pedestres, residências e comércios, por exemplo. Contrasta com a queda, a alta nos registros de estupro, que no fim do ano chegou a obter quedas mensais, mas fechou 2018 com uma alta total.

A coordenadora de projetos do Instituto Sou da Paz, Ana Carolina Pekny, diz que um dos fatores que mais explica a discrepância entre as cidades paulistas é a taxa de homicídio observada nelas. Cidades como Itanhaém e Lorena chegam a ter um índice por 100 mil habitantes quase quatro vezes maior do que a média do Estado.

“É uma incidência muito maior do que média. E, como vemos a queda nos números totais no Estado, nem sempre é percebida com a devida atenção a taxa nessas cidades”, diz.

Dos dez municípios mais expostos a crimes violentos em 2018, assim como em 2017, seis fazem parte da região de São José dos Campos: Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, Jacareí, Lorena e Ubatuba. Chama atenção também que cinco dos dez municípios em que a estatística mais cresceu em relação a 2017 estivessem naquele ano entre aqueles com a menor exposição a crimes violentos: Jaú, Mococa, Jaguariúna, Indaiatuba e Santos.

O caso que mais se destaca é o de Ibitinga: apontado em 2017 como o município que apresentou a maior redução no IECV (-54%), assumiu o topo entre os municípios com maior aumento em 2018.

Quatro dos dez municípios que mais reduziram o índice em relação ao ano passado estão localizados na região de Ribeirão Preto (Franca, Olímpia, Taquaritinga e São Joaquim da Barra), com quedas no índice entre 37% e 57%.

A queda mais expressiva entre os municípios em 2018 foi de Vinhedo, com uma redução de 61%. Figuram ainda na lista das dez cidades menos expostas à criminalidade São José do Rio Pardo, São Caetano do Sul, Santa Bárbara d’Oeste e Americana.
Policiamento

A pesquisadora Ana Carolina Pekny lembra que a atuação da polícia nem sempre é uniforme em todo o Estado, apesar de existirem protocolos para guiar essa atuação. Além disso, reforça ela, há ainda questões próprias de cada município, como as relacionadas a prevenção e implementação de políticas sociais e fatores socioeconômicos. “A situação da segurança na cidade não passa só pela polícia”, afirma.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública diz que o relatório “revela que as políticas públicas adotadas no combate à criminalidade estão no caminho certo, uma vez que a maioria dos crimes no Estado apresenta redução”.

Segundo a pasta, desde o início do ano, esse trabalho tem sido aprimorado com “megaoperações policiais”. Em relação a Itanhaém e a cidades do Vale do Paraíba, a secretaria diz que tem tomado medidas para reforçar o policiamento, “como a realização das operações integradas no Vale do Paraíba, as Operações São Paulo Mais Seguro e Rodovia Mais Segura, além das ações locais que permitiram a prisão de 6.018 criminosos e a apreensão de 533 armas e 4,9 toneladas de drogas nessas duas regiões”.
Vigilância

O último homicídio doloso registrado em Vinhedo, no interior de São Paulo, aconteceu em 13 de agosto de 2017. Nos últimos 20 meses, além de homicídio zero, a cidade registrou menos de um roubo por dia, apenas um roubo de carga a cada mês e nenhum roubo a banco.

Com 77 mil habitantes, localizada entre as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo, área do Estado conhecida pela violência, Vinhedo tem o menor IECV do Estado.

O zelador Fernando Henrique Silvestre, de 35 anos, aproveita a folga do almoço para tirar um cochilo em seu carro, com os vidros abertos. “Faço isso há três anos e nunca me aconteceu nada. Essa cidade é exemplo em segurança”, diz.

Para enxergar uma das razões da tranquilidade de Silvestre, basta olhar para o alto. Ao menos 213 câmeras observam quem circula pela cidade, a mais vigiada do Estado, com média de uma para cada 362 moradores. “O mal intencionado consegue entrar, mas fica difícil sair, pois será abordado pela nossa segurança”, afirma o prefeito, Jaime Cruz (PSDB). “Quem faz a cidade boa são as pessoas, por isso trabalhamos fortemente essa questão nas escolas municipais. O estudante chega na adolescência sabendo que viver em paz é bom.”
Itanhaém

Na cidade de Itanhaém, considerada a mais exposta a crimes violentos no Estado, o pedreiro Ronaldo Lopes Soares, de 43 anos, empurrava o balanço da filha de 5 anos na praia e não tinha o que reclamar. “Aqui, nunca vi nada disso (violência). Sempre vejo vigilância e me sinto seguro”, disse. Para logo depois emendar: “só nos bairros onde tem droga, você vê isso. Uma coisa leva à outra.”

A taxa de homicídios do município é de 25 por 100 mil habitantes, quase quatro vezes superior à media do Estado. A prefeitura culpa a sazonalidade, com aumento de população no verão, e diz desenvolver ações para prevenção da violência.

Fonte: Exame