Polícia prende 41 pessoas em duas operações contra quadrilha de presidiários

Em São Paulo, a polícia prendeu 41 pessoas em duas operações contra uma quadrilha de presidiários que comanda o crime organizado dentro e fora das cadeias.

Foram oito meses de interceptações telefônicas e diligências em busca de provas. Nesta quinta-feira (29), os policiais do Departamento de Repressão ao Narcotráfico conseguiram prender 35 pessoas. Entre elas, o homem considerado o “arquivo” da facção criminosa: Gilberto Ferreira, o Beto, seria responsável pela lista de integrantes, dos novatos até aqueles que tinham dívidas com a quadrilha. Com ele, foram encontrados cadernos e pen drives.

“Ele repassava essas informações aos superiores dele. Essa informação que a gente está tentando obter dele agora”, afirma o delegado Carlos Batista.

A polícia diz que Gilberto Ferreira também era traficante e fornecia crack e cocaína para a região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, junto com outros grupos que atuam na Zona Leste de São Paulo e em municípios da Região Metropolitana. Todos foram identificados e presos.

Segundo a polícia, com os documentos apreendidos nesta quinta, será possível montar o cronograma de toda a estrutura da facção no Brasil, incluindo os principais chefes. “Hoje nós temos aqui identificados todos os membros dessa facção criminosa. Toda a liderança a nível nacional dessa facção criminosa. Milhares de nomes. Não posso falar se são mil, dois ou três mil, mas é uma grande quantidade”, diz o delegado Alberto Pereira Matheus Jr.

Numa outra operação desta quinta, seis integrantes da mesma facção foram presos por roubo de carga e tráfico de drogas na Zona Norte de São Paulo. Foram apreendidas armas, munição, balanças e máquinas para embalar entorpecentes e meia tonelada de drogas. A cocaína era vendida em bisnagas.

A polícia afirma que José Rocha de Moraes comandava a quadrilha e o dinheiro do tráfico abastecia os cofres da organização criminosa. “Nós vamos continuar, vamos fazer a lavagem de dinheiro. Porque não adianta parar no tráfico e não quebrar o poder financeiro da quadrilha. Então, vamos identificar os bens que cada um possui, pedir o bloqueio desses bens, ver como adquiriram, fazer origem da lavagem de dinheiro e dar continuidade às investigações”, fala o delegado Carlos Alberto da Cunha.

Fonte: Jornal Nacional

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